Como NÃO liderar geeks
Prólogo
Este artigo é uma tradução do post How NOT to lead geeks, publicado por Alexander Kjerulf, executivo-chefe de felicidade do projeto Happy at Work (e que não usa PowerPoint nas suas apresentações!), no seu blog Positive Sharing. Numa sessão de mergulho intensivo em Chico Buarque, num sábado de junho em Curitiba, fiz a primeira tradução do artigo. Yves Junqueira, Gustavo Noronha ‘kov’ Silva, Leandro Santoro, Fernanda Alves Chaves e Roberto Salomon leram esse primeiro draft, muito obrigado de coração a vocês todos; especialmente Yves, Leandro e Roberto, que fizeram correções importantes. O próprio Alex Kjerulf apoiou a idéia da tradução, me concedendo a autorização. Tentei manter ao máximo a formatação original. Os links estão em inglês.
Como NÃO liderar geeks (em inglês: How NOT to lead geeks)
Quando os geeks da NCR Austrália ameaçaram entrar em greve, foi uma movimentação que poderia paralisar ATMs, caixas de supermercado e máquinas de check-in nos aeroportos. Este fato mostra que TI se tornou tão central em praticamente todas as corporações, que qualquer paralisação poderá custar muito tempo e dinheiro, o que significa também que manter os geeks felizes no trabalho é obrigatório nas empresas modernas. Geeks felizes são geeks eficientes.
A principal razão da infelicidade do pessoal de TI no trabalho é a má relação com a gerência, às vezes porque geeks e gerentes têm personalidades, origens profissionais e ambições muito diferentes.
Algumas pessoas chegam à conclusão que geeks odeiam gerentes e são impossíveis de liderar. A expressão “administrar geeks é como pastorear gatos” (N.T: do inglês “managing geeks is like herding cats”) é usada às vezes, mas está errada. O fato é que o pessoal de TI detesta gerenciamento ruim e tem menos tolerância com relação a isso que outros empregados.
Então, o que deu errado? Eu iniciei como um geek e me tornei líder e fundador de uma empresa de TI, então tive a sorte de estar dos dois lados do balcão. Aqui estão os 10 maiores erros que vi gerentes fazerem ao liderar geeks:
1- Ignorar o treinamento
Uma vez tive um chefe que disse que “treinamento é jogar dinheiro fora, estude por si mesmo”. Esta empresa quebrou 2 anos depois. Treinamento é importante, especialmente em TI, e gerentes devem reconhecer e alocar os fundos para isto. Às vezes vem o argumento de que “se eu treiná-los um competidor irá contratá-los”. Talvez seja verdade, mas por outro lado, a outra alternativa é possuir apenas empregados despreparados, incapazes de trabalhar em qualquer outro lugar.
2- Não dar o reconhecimento
Já que gerentes não entendem bem o trabalho feito pelos geeks, é difícil para eles reconhecer e recompensar um trabalho bem feito, o que compromete a motivação. A solução é trabalhar juntos para definir objetivos que ambos os lados concordem. Quando esses objetivos forem alcançados, os geeks estão fazendo um excelente trabalho.
3- Planejar muita hora extra
“Vamos puxar o máximo de trabalho de nossos geeks, afinal eles não têm vida”, parece ser a abordagem de alguns gerentes. É um grande erro e geeks que trabalham demais ficam improdutivos ou simplesmente vão embora. Em um caso famoso, um jovem trabalhador em TI teve um ataque causado por stress, foi hospitalizado, retornou ao trabalho logo depois e logo teve outro ataque. Este post examina mais a fundo o mito de que longas horas de trabalho é bom para os negócios.
4- Usar “gerentês”
Geeks odeiam “gerentês” e vêem como superficial e desonesto. Gerentes não devem aprender a falar “nerdês”, mas devem deixar de lado os buzzwords de negócios. Um gerente
pode dizer “Devemos agir de forma proativa com o objetivo de otimizar nosso time-to-market” ou simplesmente usar português e ficar com “Precisamos estar em dia com esse projeto”.
5- Tentar ser mais esperto que os geeks
Quando gerentes não sabem nada sobre uma questão técnica, eles simplesmente devem admitir isso. Os geeks irão respeitá-los por isso, mas não por enrolar. E eles vão descobrir – geeks são espertos.
6- Agir de forma inconsistente
Geeks têm um profundo senso de justiça, provavelmente isto está relacionado com o fato que, em TI, estrutura e consistência são elementos críticos. A documentação não pode dizer uma coisa enquanto o código diz outra, e, da mesma maneira, gerentes não podem dizer uma coisa e fazer outra.
7- Ignorar os geeks
Uma vez que gerentes e geeks são tipos de pessoas diferentes, os gerentes podem acabar deixando os geeks sozinhos. Isto torna a liderança sobre eles um ato difícil, e geeks precisam de boas lideranças, como todos os outros grupos.
8- Tomar decisões sem consultá-los
Geeks normalmente dominam o lado técnico do negócio melhor que o gerente, então tomar uma decisão técnica sem consultá-los é o maior erro que um líder pode cometer.
9- Não lhes dar as ferramentas necessárias
Um computador rápido pode custar mais que um mais antigo e talvez não siga o padrão da empresa, mas geeks usam computadores de maneira diferente. Um computador lento diminui a produtividade e é uma chatice diária, tal como um software antigo. Dê-lhes as ferramentas que precisam.
10- Esquecer que geeks são trabalhadores criativos
Programação é um processo criativo, não industrial. Geeks devem constantemente trazer soluções para novos problemas e raramente resolver o mesmo problema duas vezes; entao é necessário liberdade e flexibilidade. Códigos rígidos de vestimenta e muitas normas matam toda a inovação
. Eles precisam também de estarem em um ambiente criativo para evitar a “morte pelo cubículo”.
Cometer um ou mais desses 10 erros (e eu já vi gerentes cometendo os 10 erros) tem sérias conseqüências, incluindo:
- Baixa motivação
- Alta rotatividade de empregados
- Aumento de faltas (justificadas)
- Baixa produtividade
- Baixa qualidade do trabalho
- Serviço prestado de forma indesejável
Geeks felizes são geeks produtivos, e o fator mais importante é boa administração, adaptada para a situação.
Apenas para esclarecer:
- Não estou dizendo que todos os geeks são os mesmos. Geeks são extremamente diferentes entre si e este post comete uma perigosa generalização.
- Não estou dizendo que todos os trabalhadores em TI são geeks. Uns são, outros não. Eu definitivamente fui um.
EDIT: Correção do nome do Alex
EDIT 2: O Roberto Salomon tem um ‘caderno de rabiscos’. Google Juice nele!

Geeks não são tão fáceis de se achar. A maioria dos trabalhadores de TI podem ser técnicos, mas não são geeks, portanto temos que ter cuidado pra não banalizar o termo
.
Essas recomendações servem pra qualquer técnico, não só pra geeks – com exceção da número 10 (criatividade).
Obrigado pela excelente tradução, César dos Pobres! (hoje ouvimos Roberto Carlos dos Pobres, em sua homenagem, lá na CSS).
Sim, Yves, nem todos os trabalhadores em TI são geeks, o artigo mesmo diz isso, lá na parte dos aclareamentos. Só que geeks, queiram os outros técnicos ou não, se tornam especiais, na medida em que são grandes talentos.
E eu não acho que sejam tão gerais assim os items de 1 a 9. Os items 4 e 5, por exemplo, não afetam tanto os não-geeks; no caso do 4, muitos já estão acostumados com o blábláblá gerencial, no caso do 5, muitos desses trabalhadores estão adestrados a baixarem a cabeça e não reagirem quando o gerente fala uma baboseira técnica.
E valeu pela homenagem
Cardoso, eu sou programador de equipamentos industriais, eu estou entre o gerente e o geek, quando ah um projeto grande, gerencio uma equipe, quando é pequeno, eu mesmo sou o geek, e concordo com quase todas as “Não Regras”, exceto sobre horas extras. Eu mesmo não desgrudo do projeto enquanto não passo de um problema encalhado. Mas concordo q nem todos são assim.
Eu também fui um geek e hoje por necessidade sou um gerente!
Que saudades dos tempos de geek…
Bom, voltemos ao comentário:
Concordo totalmente com o texto, trabalho com tecnologia desde meus 15 anos, hoje tenho 36, nunca trabalhei em outra coisa…
Ocupo o cargo de gerente desde 1998 e neste tempo “descobri” estas regras sozinho, e acreditem elas existem e funcionam…
P.S.: Quanto ao comentário do Yves, devo concordar com ele, mas alertar que como ex-geek “updated to” gerente, só contrato geeks!
Realmente, o item mais importante é o 10. Amarrar um programa antes de começar qualquer código com centenas de padrões enlatados, além de linguagens estaticamente tipadas e de relativo baixo-nível, é garantia de descumprimento de prazos, pois vc não tem a chance de rapidamente testar idéia com uma linguagem de prototipação.
o problema principal são padrões mesmo: são feitos como uma espécie de guia geral, mas todo projeto tem requerimentos diferentes e eventualmente um punhado de coisas vão bater de frente com os padrões estabelecidos e isso vai gerar algumas gambiarras horríveis para a coisa funcionar. No meu ver, padrões deveria ser adotados *após* alguma codificação inicial, para se identificar o jeitão geral do projeto. Nunca *antes*. Afinal, “padrões” são isso: identificar padrões recorrentes no código.
Padronização de código antes de se escrever é insano, embora seja prática geral na indústria movida a programadores dummy e copiar-e-colar…
http://en.wikipedia.org/wiki/Geek
Concordo com tudo, principalmente com as horas extras. O serviço é um, e faz parte da sua vida, mas a sua vida não é apenas o serviço… você trabalha para ganhar dinheiro, e o dinheiro, para viver bem, com seus estudos, sua família e sua diversão… se ficar todo dia após o expediente, como eu mesmo já fiz várias vezes, os seus estudos, família e diversão ficam de lado, ou seja, sua real vida.
Mesmo para aqueles que, como eu, adoram criar, podem usar o tempo vago para ajudar em algum projeto open-source, por exemplo.
Outro grande problema brasileiro são os “bancos de horas”, ou seja, a não remuneração por hora extra. Hora extra à vezes é necessária, mas deve ser bem calculada, como citado, e bem remunerada, quando exigida, para motivar uma nova hora extra caso seja necessário. “Banco de horas” só desmotiva.
Obrigado pela tradução!!!
“10- Esquecer que geeks são trabalhadores criativos”
Esse é o pior, com certeza. Limitar a criatividade e fazer a gente trabalhar em processos “mecânicos” é a pior coisa possível.
BTW, muito legal a sua idéia de traduzir isso.
Abraços.
ei, William, horas extras e vida real não fazem parte do vocabulário de geeks.
Leitura recomendadíssima, excelente tradução e conteúdo
Cara, engraçao é muita gente concordar com isso, creio que qualquer profissional de TI que leia isso, veja-se diante de um espelho; mas as empresas não se ajustam, pelo menos , as que pude conhecer.
Bom, o papo está engrenando… tá ficando bom! Quem sabe não chegamos aos 120 comentários do post original?
André: Que barato! Conta sua transformação de geek em gerente pra gente!
O excesso de horas extras hoje em dia é um problema que não é só geek. Só que no caso geek, não existe ainda uma conscientização das gerências de que é necessário a utilização desse tempo para o trabalho “voluntário”.
Arrumar vida real é fácil. Namoradas, ou namorados no caso das geek girls, estão aí pra isso
nemesis: sobre padrões, é isso mesmo. Padrões que impedem a criatividade e a inovação são padrões ruins.
Bom dia Cesar, gostaria de saber se poderia postar este texto traduzido em meu blog também, achei o texto muito bom. Parabéns pela tradução.
Pior é ser um e trampar em algo que nada tem a ver, onde acham q o kra ‘que manja’ é o q mexe em access…
Geeks: fujam do setor publico!!!!
habutre: a maioria das empresas “tolera” TI. Sabe que é necessário, mas vê como apenas como gasto, em vez de ver como investimento na produtividade dela. Ainda não notaram que, hoje, sem uma boa e motivada área de TI não existe empresa competitiva. E sem os trabalhadores em TI, ainda mais os geeks, motivados, não existe área de TI motivada.
muito bom cara !
Bom dia Cesar, gostei muito do artigo, parabéns.
Não sei o quão se enquadram os problemas abiaxo em outros países, mas indo diretamente ao ponto, salário no Brasil não é uma maravilha, tanto para geek’s quanto para tecnólogos, técnicos, etc. Afinal de contas, elogio e parabenizações sobre projetos e trabalho não pagam as contas de ninguém, a não ser o dono da empresa e, claro, os gerentes, ou seja remuneração digna é importante para se sentir prestigiado.
Aqui no Brasil também temos outro problema: muitos caciques (vulgo chefes) por metro quadrado; o que também atrapalha a motivação, pois, dependendo da hierarquia da empresa, se responde pra mais de dois gerentes (ou diretoria passa por cima de gerência), que interfere diretamente no cronograma pré-determinado, além de, dependendo das decisões tomadas, não se vai pra lugar nenhum, projetos atrasam, nada se resolve e por ai vai…
“Namoradas estão aí pra isso”
*ouvido no /.*
é esse o nome que vc dá pra sua mão?
Cara, eu já passei por TODAS estas situações citadas no texto.
Eu pude aprendê-las no dia-a-dia.
É bom que exista um texto como este para que outras pessoas não passem pelo que passei.
Ainda sou geek e atualmente trabalho numa empresa que não são usadas nenhuma destas regras citadas.
Me considero um geek feliz!
nemesis: HAHAHAHAHA.
Mãos, vídeos e bonecas são péssimos substitutos para uma namorada de carne e osso.
Aliás, mesmo “primas” e “amigas”, mesmo custando menos e gerando menos preocupações, não são substitutos perfeitos de namoradas de carne e osso. Bom, nesse caso muita gente acha que sim pelo custo-benefício, mas não é o meu caso.
Mas isso é assunto para OUTRO ensaio
Engraçado que este texto veio para completar uma série de posts que andava fazendo no meu blog. Me incomoda o modo como as empresas pensam sobre os profissionais de TI. Elas costumam massagear um pouco o ego de alguns, mas isto em geral não convence os geeks. Normalmente, o geek gosta das coisas bem explicadas, e a maioria dos gerentes não consegue fazer isto.
Aí, vem com os famosos termos da moda, como colaborador e afins.
Fim das contas, o que eu senti lendo este texto, é como se eu estivesse lendo minha vida profissional dos últimos tempos.
Cara, concordo em número, gênero e grau com tudo o que foi escrito, desde a tradução do artigo até o último post antes deste.
Eu trabalho numa equipe de verdadeiros geeks que, no início do projeto atual, era um verdadeiro habitat para nós, uma vez que era gerenciada por um técnico, um camarada sem experiência em gerência (ainda não tinha sido contaminado….
). Hoje, a situação é bem diferente: esse camarada, após comer do “Fruto Proibido”, tomou tanto gosto que hoje é mais um predador que um espécime de nossa espécie. Nós — os demais — continuamos com toda a garra e eficiência, mas vale registrar que apenas a presença do “chegado” já é suficiente para pesar o clima.
Logo, não sou um geek feliz enquanto estou na mesma sala que meu gerente.
Uma das coisas que mais me irritam numa empresa é: arquivos de normas da empresa, controle da internet, controle de email, pedidos de hora extra, compensações de horários para ver jogos do brasil, jornada de trabalho acima de 8 horas diarias e a cultura de que na empresa o funcionario deve ter apenas o seu computador e o banheiro para estar. E para comer, só café.
Na verdade a empresa, tem que ser como a segunda casa do funcionário. O funcionário por si só sabe que tem prazos e obrigações.
Fala César,
kra parabéns pela iniciativa. A tradução ficou boa mesmo. Acredito que vai ajudar muitas pessoas.
Abr,
Leandro Santoro.
/me orgulhosa de ti
Já fui técnico e tive a ooprtunidade de trabalhar numa empresa que me concedeu vários treinamentos.
Treinamento: Concordo que treinamento é importante, mas não qualquer treinamento, não adianta dar treinamento para agradar o profissional, ele tem que ser útil para a empresa e com certeza vai ser útil para o profissional. Outro problema é a falta de critério para proporcionar este treinamento, pois o mesmo deveria ser seguido de uma valorização financeira para o profissional, caso contrário a empresa vai investir tempo e dinheiro, e onde esse cara vai parar? As vezes essa decisão não cabe apenas a gerência, ela esta mais acima, claro que cabe ao Gerente administrar isso, e mostrar para a sua equipe que ele faz nos bastidores e não massacrar a equipe.
Olá,
Ótimo texto. A tradução também ficou muito boa. Não trabalho em um lugar onde meu chefe/gerente cometa os pecados listados no texto, mas certamente já trabalhei em lugares em que pelo menos alguns dos pecados eram sim cometidos, as vezes até diariamente.
Incrível como isso acontece com todo mundo e até hoje as empresas e os nossos “superiores” não aprenderam a lidar com nossa raça estranha
É o que eu sempre digo : lidar com pessoas é algo extremamente complexo, máquinas são muito mais fáceis de lidar.
Genial o artigo, e acho sim que se aplica a boa parte dos profissionais de TI , pelo menos os que eu conheço, sei que existem alguns “burrocratas” no meio, mas eles são exessão.
Infelismente, a maioria dos gerêntes acha que pode fazer carreira as nossas custas; utilizando os Geeks como escada e como nós sabemos quem paga o pato da dita produtividade é eficiência é a própria empresa, e os usuários.
Não é atoa que boa parte dos ataques a sistemas corporativos parta de funcionários.Afinal nada mais perigoso que um Geek furioso, o Hulk fica verde, Geeks ficam “Black Hats”….
Opa, que legal
Mas um artigo deste tipo, realmente, só podia merecer um número grande de comentários deste.
Seria legal realmente receber “cases” de problemas citados neste artigo.
Parabéns! Muito bom!
A organização em que trabalho ainda utiliza muitas destas tão detestáveis regras que servem apenas para prejudicá-la, pois gera profissionais insatisfeitos e desmotivados, baixando a produtividade e qualidade dos serviços.
Acredito que as idéias presentes no artigo se aplicam a todos da área de TI, e provavelmente a todos os trabalhadores.
[...]Eu mesmo não desgrudo do projeto enquanto não passo de um problema encalhado.[...]
O problema é quando a hora extra passa a ser hora útil…
Fantástico.
O pior é que essas regras são quebradas com grande freqüência
.
Acho que vou imprimir isso e colocar numa moldura em minha sala no trabalho
.
Sou geek, mas por capricjos da vida não trabalho em TI, no meu trabalho convencional, sofro mais ainda o com essas regras.
Quando você está em TI, existe, pelo menos, uma tendência das coisas serem um pouco melhores, das pessoas entenderem que você pensa diferente da maioria dos funcionários “normais”.
Estou no meio do caminho e por diversas verses, sou responsável por concertar lambanças feitas na contratação ou utilização de TI, simplesmente porque ninguém entende direito como as coisas funcionam.
Já foi dito para mim, mais de uma vez, “Eu odeio TI, só me tras problemas”, quando o maior problema, em geral, é trazido pela forma errada que foi feita a contratação do serviço de TI.
Aproveitando, queria pedir autorização para postar a tradução no meu blog, deixando os devidos créditos, claro.
Abraço
Rpz… Excelente trabalho. Eu não me contive de risos a cada erro que lia. for (erro in texto) {risos++}
Já trabalhei em empresa grande de TI e atualmente estou num pequeno setor de TI de uma grande indústria. Os problemas encontrados são os mesmos… inclusive estou quase mandando uma lista de perguntas para minha gerente:
* Por que eu não posso ser administrador da minha máquina?
* Pq eu não posso instalar ferramentas mais atualizadas…
* Pq não posso fazer downloads de programas livre de linceça (GPL e afins)
* Pq eu não posso usar uma linguagem mais atual (ASP 3 e VB6, ninguem merece.)
Enfim… dezenas de pedidos que se fosse atendidos me fariam “parecer melhor” que o resto do pessoal. O q não é verdade, apenas me fariam produzir mais…
Obs: Quem encontrar alguum erro brutal de português, desconsiderem, estou escrevendo esse texto no meio de uma atualização da intranet!
Acredito que a cultura interna da organizações precisam de uma profunda transformação, principalmente em ambientes críticos que exigem muita concentração. Cronogramas mal analisados só prejudicam e maltratam os desenvolvedores e acaba com a auto-estima dos mesmos. É isso aí, vamos espalhar este posts!!!
Cesar, parabéns pela tradução, bela iniciativa.
Mas é o seguinte, lendo esse texto, como dito em algum dos comentários anteriores, parecia que eu estava lendo um diário do meu trabalho. Cara é de cair o queixo o número de empresas, sejam ela especificamente de TI, ou que tenham alguma área de TI interna, onde as pessoas não se queixem desses problemas. Todos os colegas de trabalho e amigos que trabalham com TI acham isso uma unanimidade, em algumas empresas estes problemas são mais acentuados, mas vejo que é geral.
E o melhor, esse texto só veio complementar o filme que eu vi essa semana, “Office Space”, um filme antigo, de 1999, mas que deveria ser obrigatório para os geeks.
Parabéns pelo tradução do artigo.
Bom, ja fui Geek, hoje sou empreendedor.. nooooooooooooosa, sempre quiz dizer isso… mas enfim, já passei por muitas coisas tb… sempre tive gerentes que achavam que sacava D+, e na verdade ficava impressionado com aquela luzinha vermelha piscando no gabinete, que encomodava… mas sempre enchendo o “piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii”, querendo mais produção, e dando palpites nas mais absurdas transações… chega, resolvi meu problema,,, por enquanto e com a ajuda de Deus… Abri minha empresa, aqui não tenho mais esse negocio…. e outra…. manifestos com poucos fundamentos não saem de um blog…. aconselho a colocarem medidas em prática, talvez um conselho de éticas, acho que melhoraria a classe….
Mestre Cesar,
Gostei muito da sua materia.sempre busco atualizar para não pecar com meus colaboradores.
achei maneiro oque vc falou
Cara!! Sen-sa-cio-nal! Não só a tradução mas principalmente a iniciativa de levantar o assunto entre nós, brazucas.
Não há como não reconhecer esses erros entre os gerentes não-geeks.
Eu estou numa situação ainda pior que a relatada pelo texto. Trabalho numa indústria da área têxtil, a cultura aqui é de fábrica mesmo, e meu gerente não sabia nem o que era um “browser” a palavra era nova pra ele. Ele é supervisor das lojas e encara o e-commerce da empresa como mais uma loja. Impossível de se trabalhar. Eu fico entre a gerência/diretoria que não entende NADA de tecnologia e o pessoal do CPD (não são geeks defitivamente) que enrola a gerência e passa a maior parte do tempo observando os outros nas câmeras (isso mesmo, quase um big brother sem objetivo). Sou uma designer geek, programo para o ambiente web e ainda crio as soluções visuais da coisa. Difícil lidar com não-geeks.
PS: concordo especialmente com o post do “Profissional de TI” que fala sobre o controle da internet, controle de e-mail e de que a empresa deveria ser como a segunda casa do funcionário. Eu nunca tinha passado por isso, mas sinto na pele cada palavra do texto e dos posts agora. Acho que preciso me salvar disso aqui…