Resenha: Acústico MTV Lobão
Todo mundo tem algum motivo para criticar o Acústico MTV. Que é um formato desgastado, que só é usado para ‘levantar’ artistas em baixa etc etc etc. Não importa, Acústico MTV é uma grife e tudo que sai com essa grife acaba se tornando um sucesso – agora, se merece ser ouvido, é outra conversa.
O último da já longa lista é a metamorfose-ambulante Lobão. Voltando ao circuitão das majors, preparando o relançamento de todos os álbums… e com um Acústico gostoso de ouvir.
Lobão não lançou nenhuma música inédita, inclusive deixou hits como Vida Louca Vida e Vida Bandida de fora (podem ficar calmos, Me Chama está lá) para poder dar uma melhor geral da carreira. No entanto, a sonoridade do álbum tem pouco a ver com o estilo noite-de-gala que infesta os Acústicos desde, talvez, sempre, com algumas exceções, como o do Paralamas e seus violões furiosos, quase guitarras; quem ouve, só nota que é um Acústico pelos violões dando o tom.
Mas o melhor, mesmo, é o próprio Lobão, que é um showman; apesar de às vezes achar que ele faz pirotecnia demais com a voz, no caso do Acústico coube direitinho na proposta de fazer um acústico “que ninguém nunca ouviu igual”. Destaque para a mudança de partes da letra de Rádio Blá, e para a participação do Cachorro Grande em A gente vai se amar.